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Entenda mais sobre a microbiologia das doenças peri-implantares!

O Brasil é o país que mais realiza implantes dentários no mundo. Uma técnica popular e muito bem-sucedida, com 97% de eficiência nos primeiros cinco anos e 90% em mais de dez. Ainda assim, os pacientes e profissionais precisam se atentar sobre possíveis problemas.

Como sabemos, a etiologia das doenças periodontais e, por consequência, a perda óssea alveolar, ocorre devido a alguns microrganismos específicos. Não diferente, as doenças peri-implantares também são correlacionadas ao acúmulo e à especificidade do biofilme bacteriano. Leia esse artigo e descubra quem são e como esses patógenos colocam a saúde de seu paciente em risco.

O termo peri-implantite caracteriza a presença de reações inflamatórias em tecidos que receberam a prótese implanto ou muco-implanto-suportada. Para identificar esse quadro, notamos alguns sinais, sendo que eles variam desde uma inflamação restrita à mucosa peri-implantar (mucosite) até sangramento à sondagem, supuração, perda clínica de inserção e perda óssea em forma de taça observada na radiografia.

Quando em condições de saúde peri-implantar, os microrganismos encontrados são os cocos facultativos Gram-positivos, já na presença da inflamação e/ou doença peri-implantar, normalmente notamos os patógenos:

Fusobacterium nucleatum;
Actinobacillus actinomycetemcomitans;
Porphyromonas gingivalis;
Prevotella intermedia;
Campylobacter rectus;
Tannerella forsythia.

Podemos dizer ainda que o nível de detecção desses patógenos é diferente quando falamos de pacientes totalmente edêntulos e pacientes parcialmente desdentados. Estudos sugerem que os dentes remanescentes podem funcionar como reservatórios de patógenos periodontais para uma futura colonização dos tecidos peri-implantares.

Outra ressalva dos microbiologistas é que as espécies patogênicas, tais quais: T. forsythia, P. gingivalis, T. denticola, C. recuts, E. nodatum e F. periodonticum, são encontradas em um número mais elevado em amostras subgengivais de pacientes com peri-implantite do que em pacientes com implantes clinicamente saudáveis.

A presença dos microrganismos patógenos nos sulcos peri-implantares profundos causa uma situação semelhante à observada na patogênese da doença periodontal, ou seja, uma situação em que os mediadores químicos levam à destruição óssea provocada pelo desequilíbrio hospedeiro/parasita.

Quais técnicas são mais comumente aplicadas para a identificação da microbiota?

Existem diferentes métodos utilizados para detecção dos microrganismos presentes na peri-implantite:

  1. CULTURA;
  2. PCR;
  3. PCR EM TEMPO REAL;
  4. SONDAS DE DNA.

Bactérias como T. forsythia e T. denticola são detectadas em poucos estudos, já que apenas técnicas de biologia molecular, tais como a reação de polimerase em cadeia (PCR) e hibridização de sondas de DNA, detectam a sua presença, pois a cultura falha na grande maioria das vezes.

Existem vários estudos para avaliar a microbiota gengival de sítios peri-implanatares, sejam eles saudáveis ou doentes. Sem dúvida, novos estudos serão desenvolvidos para um entendimento mais completo das infecções, bem como as relações com os importantes marcadores inflamatórios e genéticos. 

Apesar de possuir uma alta taxa de sucesso, uma das principais causas de insucesso das reabilitações implantossuportadas está relacionada à inflamação dos tecidos de sustentação peri-implantar a longo prazo.

Então, para ajudar na prevenção e orientação de nossos pacientes, precisamos entender que existem diferenças consistentes entre a microbiota de indivíduos portadores de peri-implantite e de pessoas com implantes osseointegrados clinicamente saudáveis.

Além disso, a microbiota da doença peri-implantar se assemelha à microbiota da doença periodontal crônica na presença de altas contagens e proporções de microrganismos patogênicos.

Então, os seus estudos não podem parar por aqui. Pensando em lhe oferecer ainda mais conhecimentos científicos sobre o assunto, estamos disponibilizando gratuitamente um material rico sobre doenças peri-implantares. Nele, você aprenderá com maestria tudo que precisa saber para uma boa conduta clínica. 

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